jun 052013
 

O que é exatamente?

Muito bem, automóveis mais novos – sem contar os, infelizmente, pé-de-bode brasileiros de sempre – contam com botão de partida automática.

Ou seja, basta um toque no botão que o motor gira e, assim que pegar, o motor de partida é desligado, sem a necessidade de ficar segurando a chave na posição de ignição.

OK, concordo, não passa de uma grande frescura, mas é legal! Até pelo desafio intelectual de projetar um sistemas desses e instala-lo em nossos velhinhos. Assim, vamos ao início do projeto.

As cobaias: Instalaremos em um Corcel II 1981, em um Verona 1990 GLX e em um Escort L 1992 (Sim, temos alguma predileção pela Ford…).

Vamos às necessidades e no esquema em bloco:

-O sistema deve, ao clique de um botão de pressão, dar partida no automóvel;

-caso o carro não ‘pegue’, deve parar o motor de partida em um tempo pré-determinado, inicialmente 10 segundos;

-Imediatamente após o motor partir (o carro ‘pegar’) o sistema deve desligar o motor de partida.

-Com o motor funcionando, o sistema deve permanecer inativo, ou seja, não permitir que o motor de partida seja acidentalmente acionado.

-Deve ter indicação visual de partida permitida/motor em funcionamento.

Isto posto, já é possível que não se trata somente de um instalar um botão no painel em substituição à chave de ignição, e sim um sistema completo e elaborado que, com um simples toque, se encarregue de dar partida no automóvel.

Assim, não é isso que queremos, ter ficar segurando o botão como neste vídeo:

E sim, isso que queremos, automatizar o processo de partida:

 

Explicado o que queremos construir, vamos ao projeto em desenvolvimento.

Primeiro o diagrama em blocos (clique para ampliar):

002(1)

 

Explicando os blocos:

-Sensor de motor em funcionamento:

Este dispositivo deve fornecer um sinal digital (0 ou 1) se o motor está (1) ou não (0) em funcionamento. Com tal sinal será possível parar o motor de partida e impedir o acionamento do mesmo enquanto o motor estiver em marcha, fato que certamente traria danos ao equipamento.

Para esta etapa, sabermos se o motor está em funcionamento, temos duas opções (considere que o projeto destina-se a carros antigos e carburados):

1-Usar um comparador de tensão, medindo a voltagem do sistema. Quando passar de X volts pode-se entender motor em marcha, posto que o alternador está a funcionar em ritmo maior. (O X deve-se a precisarmos avaliar as medições).

2-Usar um medidor de giros do motor, quando passar de 500RPM podemos entender motor em marcha, posto que o motor de partida chega, em regra, a uns 300 RPM no máximo.

Diante das opções, avaliamos os carros. O Corcel II somente aciona o alternador quando de uma ‘aceleradinha’, assim, a primeira opção não serviria. Por outro lado, no Escort temos um sistema de som com várias baterias, o que acaba auxiliando a partida, porém demorando mais para atingir a voltagem de escape (ou de carga). Assim, escolhemos trabalhar com a segunda opção, o medidor de giros.

Aliás, a escolha se deve também a outras possibilidades, um bom medidor de giros servirá para uma série de projetos, do atual botão de partida, para um shift light, um conta giros, um sistema de segurança, um bloqueio de giros, entre outros.

Assim, escolhida a segunda opção: Medidor de giros.

-Timer

Este é simples, basta um timer baseado do comum integrado 555, regulável de 5 a 15 segundos. Nesta configuração servirá para muitos veículos.

-Acopladores e acessórios

O resto do circuito será muito simples, bastarão alguns acoplamentos, como um relê para a partida, um diodo e resistor para o sinal de chave ligada, driver para os leds indicativos (provavelmente um bicolor verde/vermelho) e alguns outros detalhes.

 

Isto posto, vamos à construção propriamente dita, primeiro do módulo sensor de motor ligado, ou medidor de giros:

-Construindo o medidor de giros:

Nosso circuito deverá receber uma série de sinais (onda quadrada) e, conforme a frequência deste sinal (giros do  motor), oferecer uma tensão linear (analógica) entregue a um comparador de tensão (provavelmente um divisor resistivo) que acionará o sinal positivo quando atingida determinada frequência.

Como pretendemos o corte nos 500RPM, vamos colher o sinal do negativo da bobina de ignição, enviando o sinal de corte quando a frequência atingir 33,33Hz. (o cálculo é simples: todos os carros onde vamos instalar tem 4 cilindros, cada giro do motor envolve então 4 pulsos na bobina, assim, 500RPM será igual a 2000 pulsos por minuto ou 33,33Hz (2000 por minuto / 60 segundos)).

Continua em breve com os primeiros testes do medidor de giros.

Em 6/6/2013, vamos atualizar o projeto, criamos um novo post para a criação do ‘monitor de giro‘ para uso neste projeto, tal monitor certamente será a base de muitas outras invencionices!

 

  3 Responses to “Botão de partida automática para o carro – start button”

  1. […] uso no nosso projeto de partida automática, precisamos de um circuito que nos diga quando o motor atingiu determinado giro, assim, precisamos, […]

  2. eu ja montei um sistema parecido, sendo com alarme positron de dar a partida pela função auxiliar do alarme, e para identificação simples que o motor estar em funcionamento e o motor de partida ser desativado, eu utilizei o proprio sensor do alternado ou espia do oleo. Quando o motor entra em funcionamento o mesmo apaga na hora desativando o rele do motor de partida.
    Fica ai uma dica.

  3. Cara, frescurinha nada… Depois que comprei um carro com esse sistema (um Focus), passou de frescura para segurança. Basta entrar no carro, já com o pé pisando no freio e apertar o botão. Em uma situação de emergência, e na onda de violência de hoje em dia, onde temos que entrar no carro e sair o mais rápido possível, este sistema se torna um ítem de segurança, a meu ver, uma vez que, em uma situação de “nervosismo”, não tem necessidade de ficar catando chave e acertar a ignição. Só pisar no freio, apertar o botão e pronto, carro ligado.

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