jan 122017
 

60Ah (Ampéres hora) significa exatamente o quê?

Determina a capacidade nominal de uma bateria.

Neste caso a bateria pode fornecer 3 Ampéres por 20 horas antes de baixar a tensão para menos que 10,5 volts, pronto, é isso.
E se for de 120AH?

Pode fornecer 6 ampéres por 20 horas antes de baixar a tensão para menor que 10,5 volts.
A fórmula:

O ensaio deve ser feito com a bateria totalmente carregada a uma temperatura de 27ºC, sendo a C20 – Capacidade Nominal – determinada pela corrente máxima que a bateria consegue fornecer por um período de 20 horas, sem baixar para menos de 10,5 volts a tensão em seus terminais.
Anotemos: a proporção não é direta! Assim, não podemos dizer que esta mesma bateria irá fornecer 60 Ampéres por uma hora antes de baixar para menos que 10,5 volts a tensão em seus terminais…há muitos outros fatores envolvidos, como a temperatura ambiente, a temperatura do eletrólito e outras mais. No básico, quanto maior o Ah, maior a reserva de energia da bateria, que é o que nos interessa.
Capacidade Nominal (C20): É a capacidade de descarga, em ampéres-hora, que uma bateria totalmente carregada manterá, a 27ºC e durante 20 horas, sem que a voltagem entre os pólos caia menos que 10,5 volts.
O valor da capacidade é dado pelo produto do valor da corrente de descarga aplicada (1/20 de C20), pelo tempo em horas, até a bateria atingir a voltagem de 10,5 volts.
Exemplo: Resultado de teste realizado com uma Bateria de 60 Ah. A corrente de descarga aplicada (1/20 de C20) = 3 A Tempo de descarga obtido = 20 horas Portanto: capacidade = 3 A x 20 h = 60 Ah
C.C.A (Cold Cranking Ampéres) – Corrente de Partida a Frio: A principal função da bateria é fornecer energia elétrica ao motor de arranque quando o motor do veículo é acionado. Para tanto, é necessária uma grande descarga em ampéres neste curto momento.
Esta função pode ser comprovada através do “Teste de Descarga a Frio”, que mede a descarga em ampéres que uma bateria totalmente carregada manterá durante 30 segundos a – 18ºC, sem que a voltagem entre os pólos caia abaixo de 7,2 volts.
C.A (Cranking Ampéres) – Corrente de Partida: Mede a descarga em ampéres que uma bateria totalmente carregada manterá durante 30 segundos a 25ºC, sem que a voltagem entre os pólos caia abaixo de 7,2 volts.
Reserva de Capacidade (RC): É o tempo em minutos que uma bateria totalmente carregada fornecerá energia para ignição, iluminação e acessórios, se o sistema de recarga falhar.

A corrente de descarga para este teste é de 25 ampères a 27ºC, até a voltagem entre os pólos atingir 10,5 volts.
Polaridade: É a localização direita (D) ou esquerda (E) do pólo positivo.

Como instalar corretamente a bateria no meu veículo?

  • Instalar apenas baterias a plena carga.
  • Verificar no catálogo de aplicação o modelo indicado/adequado para o veículo.
  • Verificar se existe bom contato entre os terminais do cabo e os pólos da bateria.
  • Não adicionar graxa ou qualquer outro tipo de produto entre os pólos e terminais conectores.
  • Verificar no sistema elétrico: motor de partida, alternador, regulador de tensão e fuga de corrente.
  • Antes de retirar ou instalar a bateria no veículo, leia o manual do proprietário referente a cuidados e procedimentos específicos para cada aplicação.
  • Ao retirar a bateria que está instalada, desligue todos os acessórios possíveis.
  • Desconecte primeiro o cabo negativo e depois o positivo.
  • Ao instalar a bateria verificar que não há nenhum objeto sobre a bandeja, como porcas, parafusos etc.
  • Colocar a bateria na bandeja e fixar corretamente. A fixação deficiente prejudica a vida útil da bateria, ocasionando quebras, vazamentos e danos à placa.
  • Conectar primeiro o cabo positivo ao pólo positivo da bateria e depois o cabo negativo ao pólo negativo da bateria, fixando-os firmemente.
  • Evitar curto circuito com ferramentas ou cabos entre o pólo positivo da bateria e a lateral do veículo (terra).

Como recarregar minha bateria de baixa manutenção (Bateria convencional, com água)?

A corrente (Ampéres) recomendada para recarga é de 10% da capacidade nominal em Ah da bateria. Ex: Bateria com capacidade de 100 Ah, pode ser carregada com 10A.

OBS: A temperatura não pode ultrapassar 60ºC.

Recomenda-se ter a mão um DENSÍMETRO de boa procedência, VOLTÍMETRO de baixa leitura (0-20 V) e TERMÔMETRO de vidro graduado de-10 ºC a 110 ºC.

Siga sempre a recomendação do fabricante do equipamento de carga de baterias, para o número mínimo e máximo de baterias a serem carregadas.

Antes de ligar o aparelho de carga, ou durante a mesma, complete se necessário o nível do eletrólito com água destilada. O nível deve ficar no mínimo 10 mm e no máximo 30 mm acima das placas. Nunca adicione solução.

A bateria deve ser retirada do aparelho somente quando estiver à plena capacidade de carga.Para saber verifique:

A densidade deve estar entre 1.250g/cm³ a 1.260g/cm³ (eletrólito à 27ºC).

A tensão entre os póloscom a bateria ainda ligada ao aparelho deve ter no mínimo15 V durante duas leituras consecutivos com intervalo de uma hora.

Durante a carga a temperatura do eletrólito aumenta em relação àtemperatura ambiente. Quanto mais alta for a corrente aplicada (Ampères) maior será essa temperatura, a qual, é conveniente que nunca ultrapasse os 60ºC, sob pena de danificar os componentes internos da bateria.Essa verificação se faz inserindo um termômetro de vidro graduado em um dos vasos centrais da bateria.

A medição da temperatura também se faz necessária para efetuar a correção na leitura da densidade (bateriaa plena carga deve ter a sua densidade entre 1.250/60 g/cm³ à 27ºC). Qualquer temperatura acima ou abaixo de 27ºC altera a leitura, que se faz com o densímetro.

Veja como corrigir a leitura para saber a densidade correta:

Ex: leitura tirada com o densímetro 1.230 g/cm³, temperatura do eletrólito 55ºC. Acrescentemos 20 pontos obtendo-se leitura real de 1.250 g/cm³

Como recarregar minha bateria livre de manutenção (Bateria selada)?

A corrente (Ampères) recomendada para recarga é de 10% da capacidade nominal em Ah da bateria.Para esta baterianão pode-se ter alta emanação de gases, vazamentos de eletrólitos pelo respiro e temperatura alta.Se qualquer dessas condições ocorrer, a correntede recarga deve ser reduzida ou temporariamente interrompida, para possibilitar resfriamento da bateria.

Durante o processo de recarga não permita que a tensão exceda a 15 volts.

Em intervalos de 1 hora durante a recarga incline ou agite levemente a bateria, para homogeneizar o eletrólito e verificar se a cor verde do hidrômetro aparece.

A bateria está suficientemente recarregada, quando a cor verde for visível no hidrômetro (visor) e a tensão for maior que 12,60 V após repouso de no mínimo 12 horas;

Não recarregue a bateria se o hidrômetro estiver claro ou amarelo. A bateria deve ser substituída após verificado osistema elétrico do veículo.

Desde que publicamos a matéria sobre reaproveitar fontes velhas de computador para construir um carregador de baterias automotivas, muitos questionamentos nos chegaram, espero que tenhamos conseguido responder alguns.

Quais são as principais causas de falhas de uma bateria em uso?

Descarga da bateria (carga insuficiente)

– Bateria instalada sem estar a plena carga;

– Deficiência do sistema de carga do veículo (checar o regulador de voltagem);

– Faróis acesos ou rádio ligado durante longos períodos com veículo desligado;

– Curto-circuito no sistema elétrico do veículo;

– Aplicação inadequada (bateria com capacidade superior ou inferior ao sistema de carga do veículo);

– Fuga de corrente mesmo quando o veículo estiver desligado, descarrega a bateria e diminui a vida útil devido as descarga e recargas intensas;

– Descarga excessiva pode ocorrer devido ao excesso de equipamentos elétricos (principalmente módulos de som), o alimentador não tem chance de repor a carga da bateria.

Sobrecarga da bateria (excesso de carga)

– O regulador de voltagem está muito alto (além dos 14,5 V normais em alta rotação). Isso libera uma corrente excessiva que aumenta a temperatura interna da bateria, evaporando intensamente a água contida no eletrólito e consequentemente danificando irremediavelmente os componentes internos da bateria (efeito da temperatura e da concentração do ácido do eletrólito).

Curto circuito

– Provocado inicialmente nos pólos para verificar o estado de carga, compromete a vida da bateria e pode causar explosão.

– Cabos e conectores soltos causam mau contato, e podem gerar faíscas e ocasionar a explosão da bateria;

Bateria solta

– A bateria solta no suporte está sujeita a vibrações que causam danos irreparáveis na parte interna.

Subcarga

– A bateria está recebendo menos carga do que precisa (13,5 volts), pode ser ocasionado por algum problema no regulador de voltagem, alternador, correia ou por algum mau contato.

O que é e o que ocasiona os defeitos por Autodescarga e Sulfatação?

Um veículo parado, se os cabos estiverem conectados a bateria, drena a carga. Alguns acessórios consomem energia, por exemplo: relógio 0,004A, alarme 0,020A, computador de bordo, entre outros.

Somando esses consumos temos, supõe-se que esse carro fique um mês parado, irá consumir 31 A, se a bateria for de 40 Ah, ocorrerá uma descarga profunda altamente prejudicial.

Para se tentar reverter o processo de sulfatação formado pela descarga profunda por longo tempo a recarga deve ser lenta.

Por usar modulação PWM, o carregador com fonte, fornecendo 5A, é uma boa opção para se tentar recuperar baterias sulfatadas, contudo, é um estado crítico e as chances de recuperação são poucas.

Na maior parte dos casos a sulfatação é irreversível, dado que causa a decomposição das placas.

Assim, quando deixar o carro parado por longo tempo, desconecte o cabo negativo da bateria.

Como analisar o sistema elétrico do meu veículo?

Já alertando, são necessários vários equipamentos, normalmente inviáveis para uso doméstico, porém, sempre é bom conhecer, ao final, um teste simplificado que oferece informações básicas, só com o multímetro:

Teste do motor de partida

Instale o equipamento de análise no sistema elétrico do veículo, conforme indicado na figura.

Capturar

O amperímetro do equipamento de teste deve ser zerado (0).

Em seguida solicitar que seja dada a partida no veículo e meça a corrente.

Caso esteja fora da especificação, procurar por buchas ou rolamentos gastos, mau contato na fiação e na malha de terra. Verificar também se a potência é a especificada para o veículo ou se as escovas estão desgastadas. Em caso afirmativo, corrigir o problema e continuar os testes.

Teste do alternador

Com o equipamento de análise instalado no sistema elétrico, elevar a rotação do motor para aproximadamente 3.000 rpm.

Ajustar o reostato de carvão até obter a máxima corrente, sem permitir que a tensão caia abaixo de 12,6 volts.

Comparar a corrente medida com o especificado na carcaça do alternador. O valor medido não deve ser inferior a 90 % da capacidade do alternador.

Se o valor estiver fora desta faixa, alguns itens devem ser verificados:

  • Se a Corria que liga o motor ao gerador não está com folga.
  • Se as escovas não estão gastas.
  • Se os rolamentos ou buchas não estão gastos.
  • Se o diodo de retificação e de excitação estão em bom estado.
  • Se não existe mau contato entre os cabos e o gerador ou entre a bateria e os cabos.

Fuga de corrente

Desligar o motor e todos os acessórios elétricos do veículo.

Conectar um amperímetro com escala para miliampères em série com o cabo negativo da bateria.

Ajustar a escala até obter o valor da corrente de fuga. Valores acima de 100 mA podem descarregar a bateria dependendo da freqüência de utilização do veículo.

Para valores de corrente acima de 100 mA, verificar se existe algum defeito com rádio, CDs, lâmpadas do porta-malas, alarme, etc.

Capturar2

 

Teste caseiro:

Uma dica de um teste simples, claro, sem as especificidades técnicas de antes, mas que fornece informações gerais sobre a bateria e alternador:

É isso.

 

 

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